Terras da região de Maringá valorizam 700% em 14 anos E-mail
Seg, 29 de Agosto de 2011 09:39

Jornal O Diário do Norte do Paraná.

Domingo, 28 de agosto de 2011 - Cidades, pg A11.

  • Terras da região de Maringá valorizam 700% em 14 anos

  • Roxas de origem vulcânica e planas, próprias para a mecanização, e geralmente com boas condições de logística. Assim, são as terras agricultáveis da área de abrangência da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep), que tiveram valorização acima de 700% nos 14 anos mais recentes.

    Hoje, as propriedades rurais da região são consideradas as mais caras do Paraná. Em Maringá, por exemplo, o preço médio do hectare (10 mil metros quadrados) gira em torno de R$ 30 mil, valor quase seis vezes superior ao praticado nas localidades de solo arenito.

    O levantamento coordenado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) ano a ano mostra que as áreas mais valorizadas são as localizadas sobre a mancha de terra roxa que desce do sul de São Paulo, passa por Maringá e segue em direção a Cascavel. Nessa faixa, os terrenos só perdem o valor quando não oferecem condições ideais para a mecanização.

    De acordo com o levantamento realizado há 14 anos, em todas as regiões do Paraná, as terras sofreram uma forte valorização, no período de 1998 a 2004. A partir daí, houve uma queda, por causa de problemas que atingiram a agricultura brasileira, e até hoje o ritmo não foi recuperado.

    Nas localidades de terra arenosa, por exemplo, atualmente o valor é inferior ao praticado em 2004.

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    "A moeda aqui é soja, não se fala em Real", diz o empresário Carlos de Oliveira, diretor da Fazendas Brazil Agronegócios, empresa especializada em comercialização de terras agrícolas em todo o País, com mais presença no Paraná, Bahia, Piauí, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. "Hoje na região de Maringá um alqueire (2.420 metros quadrados) vale entre 1.500 e 1.700 sacas do grão", estima.

    Oliveira explica que o preço é apenas uma referência, porque é raro ocorrer venda de terra na região. "Quem tem não quer vender e os poucos negócios que ocorrem são entre vizinhos para a formação de propriedades maiores", acrescenta.

    Experiente na atividade, o diretor da Brazil Agronegócios diz que a faixa de Maringá, Marialva, Sarandi, Floresta, Itambé, Paiçandu e Ivatuba é a que oferece a melhor estrutura logística por causa da proximidade das cidades, condições de armazenamento, de escoamento, boas estradas e outros recursos, além de a terra ser roxa e plana, a mais cobiçada para culturas extensivas, principalmente soja e milho, que são as mais rentáveis do momento.

    Próximo a Maringá, a terra mista também está valorizada, mas é destinada geralmente à cana de açúcar, como é o caso de Santa Fé, Astorga, Munhoz de Mello e Mandaguaçu.

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