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SOJA: AVERSÃO AO RISCO DOMINA MERCADO E SEGUE PRESSIONANDO A aversão ao risco diante de temores de uma recessão econômica global ofuscou totalmente os fundamentos próprios do mercado futuro de soja. Segundo analistas, enquanto o pessimismo com o cenário macroeconômico perdurar, participantes devem dar continuidade à liquidação de posições, pressionando os preços na bolsa de Chicago (CBOT). Ontem, investidores optaram por eliminar ativos de risco devido à preocupação de que a fraqueza econômica global vai durar mais tempo do que o esperado. Praticamente 100% das perdas foram atribuídas a fatores macroeconômicos. O contrato novembro despencou 37,50 centavos, ou 2,84%, para fechar a US$ 12,83 por bushel, após mínima intradia de US$ 12,81, menor valor em seis meses. "Vejo uma preocupação excessiva dos participantes em tomar riscos. Poucos dias atrás achávamos que fosse pouco provável a cotação cair abaixo de US$ 13, e hoje isso é uma realidade. Como as economias não dão sinais de que podem se recuperar, a soja pode criar uma resistência nesse nível ", disse Samuel Garcia, da Hencorp Commcor. O que evita perdas maiores na soja - como as que foram registradas pelo milho ou petróleo - ainda é a incerteza em relação à safra norte-americana e a expectativa de estoques apertados. Participantes estão ansiosos pelos resultados da produtividade da colheita, já que a safra terminou a temporada de plantio com o clima seco. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulga no dia 12 de outubro suas novas estimativas para a produção norte-americana. Mas esse temor com uma oferta menor não vem mostrando força suficiente para compensar o cenário externo. "Não tem como olhar para os problemas da safra com a situação econômica do jeito que está e o dólar se valorizando. Enquanto perdurar essa incerteza no mercado global, as liquidações em commodities vão continuar", disse Eduardo Sanchez, da FCStone, explicando que ontem fundos liquidaram 13 mil contratos de soja. Para ele, o comportamento dos futuros em Chicago hoje vai depender da reação do mercado externo global depois das perdas generalizadas em vários ativos, mas deve ser difícil que a soja apresente uma recuperação. "Talvez a queda na soja não seja tão brusca", completou. COTAÇÕES DO COMPLEXO SOJA NA BOLSA DE CHICAGO
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GRÃO
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FARELO
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|
ÓLEO
|
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US$/bushel
|
cents
|
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US$/ton
|
US$
|
|
(cents/libra)
|
pontos
|
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nov/11
|
12,8300
|
-37,50
|
out/11
|
330,90
|
-9,00
|
out/11
|
53,68
|
-136
|
|
jan/12
|
12,9425
|
-37,25
|
dez/11
|
335,10
|
-9,10
|
dez/11
|
53,94
|
-140
|
|
mar/12
|
13,0225
|
-36,25
|
jan/12
|
337,40
|
-8,90
|
jan/12
|
54,21
|
-138
|
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mai/12
|
13,0800
|
-35,25
|
mar/12
|
340,70
|
-8,70
|
mar/12
|
54,55
|
-134
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CBOT/Agência Estado No mercado interno, os preços iniciaram o dia em Rondonópolis (MT) entre R$ 47 e R$ 47,50, com alguns negócios sendo fechados neste nível, segundo Sandro Pereira, da Dinâmica Corretora. Mas depois que o Banco Central interveio no mercado, os preços recuaram para R$ 46,50. Em Mato Grosso do Sul, a indicação foi de R$ 45,50 a saca em Dourados e Campo Grande, R$ 1 a menos do que no dia anterior, mas Leon Davalo, da Granos, não viu negócios realizados. EVOLUÇÃO DE PREÇOS NO MERCADO FÍSICO DE LOTES
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SOJA EM GRÃO - (R$ por saca de 60 kg) - no atacado
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22/09
|
21/09
|
DIA
|
SEMANA
|
MÊS
|
12 MESES
|
|
Paranaguá
|
53,13
|
53,82
|
-1,28%
|
+0,25%
|
+7,68%
|
+16,51%
|
|
Barreiras
|
45,90
|
46,38
|
-1,03%
|
+3,15%
|
+7,67%
|
+14,18%
|
|
Ponta Grossa
|
50,62
|
50,83
|
-0,41%
|
+2,70%
|
+7,84%
|
+12,14%
|
|
Passo Fundo
|
49,05
|
49,69
|
-1,29%
|
+0,41%
|
+3,20%
|
+14,60%
|
|
Rio Verde
|
47,00
|
47,00
|
+0,00%
|
+3,30%
|
+7,55%
|
+12,74%
|
|
Rondonópolis
|
45,54
|
46,40
|
-1,85%
|
+1,20%
|
+5,66%
|
+10,64%
|
|
Triângulo Mineiro
|
48,50
|
48,30
|
+0,41%
|
+1,78%
|
+6,48%
|
+11,34%
|
|
Oeste do Paraná
|
49,39
|
49,46
|
-0,14%
|
+2,77%
|
+9,46%
|
+16,08%
|
|
Norte do Paraná
|
48,98
|
49,22
|
-0,49%
|
+2,23%
|
+7,98%
|
+17,37%
|
|
Mogiana
|
48,00
|
47,50
|
+1,05%
|
+2,13%
|
+7,45%
|
+12,60%
|
|
Ijuí
|
49,56
|
50,44
|
-1,74%
|
+0,55%
|
+4,23%
|
+15,26%
|
|
Sorriso
|
42,92
|
43,00
|
-0,19%
|
+3,55%
|
+8,44%
|
+13,37%
|
|
Sorocabana
|
48,80
|
48,58
|
+0,45%
|
n/d
|
n/d
|
n/d
|
|
ESALQ - R$/saca
|
50,28
|
50,61
|
-0,65%
|
+1,97%
|
+8,13%
|
+15,56%
|
|
DÓLAR
|
1,9100
|
1,8450
|
+3,52%
|
+11,83%
|
+19,15%
|
+10,92%
|
|
|
|
|
|
|
|
|
FARELO PELLETS - R$/TONELADA
|
|
Campinas
|
660,33
|
660,33
|
21/09
|
+1,97%
|
+9,72%
|
-2,46%
|
|
Chapecó
|
665,63
|
665,63
|
21/09
|
+0,12%
|
+5,70%
|
-4,90%
|
|
Maringá
|
617,74
|
620,38
|
-0,43%
|
-0,83%
|
+10,06%
|
-4,18%
|
|
Oeste PR
|
623,50
|
623,50
|
21/09
|
+0,46%
|
+11,51%
|
+0,35%
|
|
Ponta Grossa
|
641,42
|
641,42
|
21/09
|
+2,96%
|
+8,97%
|
+0,84%
|
|
Triângulo MG
|
670,34
|
670,34
|
21/09
|
+2,36%
|
+10,39%
|
+2,78%
|
|
|
ÓLEO DE SOJA- SP R$/TONELADA
|
|
ICMS 12%
|
2413,41
|
2372,93
|
+1,71%
|
+2,20%
|
+6,83%
|
+19,43%
|
|
ICMS 7%
|
2373,11
|
2345,69
|
+1,17%
|
+0,88%
|
+10,21%
|
+19,92%
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Cepea/Agência Estado
MILHO: CONAB OFERTA 83 MIL TONELADAS NO PRÓXIMO DIA 29 A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) volta a ofertar milho dos estoques públicos no dia 29. Serão 83 mil toneladas, sendo a maior parte - 63 mil toneladas - de Mato Grosso. O restante está armazenado em Minas Gerais (19,6 mil toneladas), Goiás (53 toneladas) e Rio Grande do Sul (502 t). No leilão de ontem (22), houve demanda para apenas 10,7% das 69,2 mil toneladas ofertadas, ou 7,460 mil toneladas. Segundo participantes, preços próximos dos de mercado limitaram a negociação. Em Goiás, onde a oferta era de 2,085 mil toneladas, foram negociadas 2,032 mil t, ao preço de abertura, que era de R$ 24/saca. Em Minas Gerais, com oferta de 20,536 mil t, a procura foi por apenas 900 t, a R$ 27/saca, mesmo valor da abertura. Já Mato Grosso, onde estava concentrado o maior volume ofertado, de 46,6 mil toneladas, foram negociadas 4,5 mil toneladas, também ao preço de abertura, de R$ 19/saca. No mercado de lotes, Sorriso indica R$ 19,70/saca, Rio Verde (GO) R$ 25/saca, e o Triângulo Mineiro R$ 27,50/saca. Os preços para o leilão da próxima quinta-feira (29) devem ser anunciados na terça-feira (27). Mesmo com oferta ajustada na maioria das praças, compradores não deixam as cotações subirem. A demanda, segundo participantes, é pontual e os vendedores também negociam na medida em que precisam fazer caixa para atender compromissos. A valorização do dólar nos últimos dias - ontem encerrou cotado a R$ 1,91, em alta de 3,52% - não chega a pressionar as cotações. Conforme corretores, isso só deve acontecer se o produto nacional perder competitividade e for destinado ao mercado interno. "Nesse caso não há motivo para que os preços estejam no atual patamar e o comprador pague mais caro", resume o corretor Amarildo Palma, da GD Corretora, de Dourados (MS). Para ele, compradores também avaliam perspectivas de queda de preço neste final de ano. Isso depende das previsões para o desenvolvimento da safra verão, e o volume que tende a ser colhido, além da oferta de milho por parte de cooperativas do Sul do País, que antes da virada do ano terão de esvaziar armazéns para abrir espaço para os grãos de verão, em especial a soja. No Mato Grosso do Sul milho é negociado a R$ 24/saca interior e a R$ 25/saca em Campo Grande, valores estáveis nas últimas semanas. O indicador Esalq/BM&F fechou o dia a R$ 32,47/saca, em alta de 0,71%. EVOLUÇÃO DOS PREÇOS NO MERCADO FISICO
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MILHO - R$ / saca
|
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22/09/2011
|
21/09/2011
|
20/09/2011
|
19/09/2011
|
16/09/2011
|
15/09/2011
|
|
Passo Fundo
|
|
28.77
|
|
28.77
|
28.60
|
28.63
|
|
Chapecó
|
|
29.31
|
|
|
29.35
|
29.49
|
|
Paraná/Sudoeste
|
26.61
|
26.61
|
26.61
|
26.61
|
26.68
|
26.92
|
|
Cascavel
|
|
25.91
|
|
|
26.02
|
25.91
|
|
Ponta Grossa
|
|
26.83
|
26.83
|
26.62
|
26.60
|
26.94
|
|
Paraná/Norte
|
|
26.09
|
26.09
|
25.64
|
25.44
|
25.82
|
|
Sorocabana
|
28.72
|
28.80
|
28.80
|
28.71
|
28.76
|
28.59
|
|
Campinas
|
32.24
|
32.40
|
32.40
|
32.13
|
32.35
|
31.95
|
|
Mogiana
|
29.54
|
29.73
|
29.76
|
29.80
|
29.72
|
29.34
|
|
Triângulo Mineiro
|
|
27.76
|
27.76
|
27.59
|
27.59
|
27.84
|
|
Rio Verde
|
|
25.08
|
25.08
|
24.18
|
24.83
|
23.80
|
|
Sorriso
|
19.79
|
19.49
|
19.49
|
19.31
|
19.38
|
19.57
|
|
Posto Recife
|
|
34.73
|
34.73
|
34.73
|
34.73
|
34.88
|
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Preocupação com a economia derruba preço para o menor nível em dois meses e meio Não houve espaço para recuperação no mercado futuro de commodities agrícolas. Em mais um dia de vendas generalizadas, por conta das preocupações com a economia global, os preços do milho despencaram na Bolsa de Chicago (CBOT). Os futuros do milho atingiram o menor nível em dois meses e meio. Os contratos com vencimento em dezembro, os mais líquidos, fecharam em baixa de 35,75 cents ou 5,21%, cotados a US$ 6,50/bushel.
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Milho - Bolsa de Chicago (CBOT)
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Cotação em dólar por bushel e variação em centavos de dólar
|
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Contrato
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Máxima
|
Mínima
|
Anterior
|
Atual
|
Variação
|
|
Dez/11
|
6,7350
|
6,4750
|
6,8575
|
6,5000
|
-35,75
|
|
Mar/12
|
6,8350
|
6,6200
|
6,9875
|
6,6300
|
-35,75
|
|
Mai/12
|
6,8800
|
6,7050
|
7,0625
|
6,7075
|
-35,50
|
|
Jul/12
|
6,9500
|
6,7250
|
7,0950
|
6,7425
|
-35,25
|
|
Fonte: Informativo Agência Estado, broadcast / cepea Esalq
Colaborou: Marco Henrique S. Serra
Consultoria Agrofuturos
Maringá/PR (44) 3041-3635
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