| O DIÁRIO - Safra 2011/2012 deve sofrer quebra de até 13,9% na região de Maringá |
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| Sex, 06 de Janeiro de 2012 09:30 |
Safra 2011/2012 deve sofrer quebra de até 13,9% na região de MaringáA safra de verão 2011/2012 de soja e milho no norte do Paraná deve sofrer uma quebra calculada entre 9% e 13,9%. A estimativa é da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), através do Departamento de Economia Rural (Deral), e foi divulgada nesta quinta-feira (5), no primeiro levantamento de perdas da safra de verão 2011/12. Para o economista do Deral, Marcelo Garrido, este relatório preliminar ainda pode apresentar alterações. "Temos o relatório mensal do Deral, que deve sair no dia 26 de janeiro, mas a previsão não é de muita chuva", observa."Outras culturas menores, como as hortaliças e também a produção de leite, também foram afetadas, mas são números que não podemos precisar devido ao ciclo ser muito curto e difícil de monitorar", fala Garrido. Estima-se até agora uma redução de 2,55 milhões de toneladas de soja, milho e feijão que, aos preços de hoje, significa um prejuízo financeiro de R$ 1,52 bilhão. A quebra da produção representa 11,5% da safra paranaense de grãos de verão, que era estimada em 22,13 milhões de toneladas. O desempenho das principais culturas foi prejudicado pelo regime de chuvas abaixo da normalidade, registrado no Paraná durante os meses de novembro e dezembro. Soja Segundo o Deral, as condições climáticas adversas comprometeram a safra paranaense. Na região norte, esperava-se um potencial produtivo de 3,85 milhões de toneladas, que, após reavaliação, deve ficar em 3,50 milhões de toneladas plantadas em 158 mil hectares. A produção inicialmente estimada no Estado em 14,15 milhões de toneladas foi reavaliada para 12,73 milhões. Estima-se uma quebra em torno de 10%, o que representa, em termos físicos, que cerca de 1,42 milhão de toneladas deixarão de ser produzidas. Em valores financeiros a perda é de R$ 1,02 bilhão. Milho (1ª safra) No entanto, a estiagem que vem ocorrendo desde fim de novembro afetou a produtividade inicialmente estimada. De acordo com levantamento feito pelos técnicos do Deral, a produção atual está prevista em 6,4 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 14%, ou seja, uma quebra de 1,05 milhão de toneladas. Em valores financeiros estima-se um prejuízo de R$ 379,7 milhões. Feijão (1ª safra) A engenheira agrônoma Margorete Demarchi explica que a situação climática é um efeito do fenômeno La Niña, marcado por chuvas abaixo da média e mal distribuídas no território. As áreas de milho sofrem mais do que as de soja, mas na região de Maringá, tornaram-se raras no verão. Em relação à safra 2010/2011, a atual temporada de verão é dominada pela soja. Foram plantados 227.650 hectares nos 29 municípios da região de Maringá, que responde por 5% da soja plantada no Estado. Poucos produtores apostaram no milho na região, que teve apenas 4,1 mil hectares cultivados. Clima Durante o mês de dezembro, o regime de chuvas ficou abaixo da normalidade, comprometendo o desempenho da safra. Segundo o Instituto Tecnológico Simepar, nas estações meteorológicas de Toledo, Campo Mourão, Maringá, Londrina e Francisco Beltrão choveu abaixo de 1/3 da média normal para o mês. As chuvas ocorridas na última semana de 2011 amenizaram em parte a situação de estiagem no Paraná. Em algumas localidades,como Assis Chateaubriand (Núcleo Regional de Toledo), houve registro de 116 mm no período. Porém, em Palotina, localizada no mesmo Núcleo, choveu apenas 9 mm. De acordo com o diretor do Deral, Otmar Hubner, de maneira geral as condições das lavouras estão heterogêneas. Há registros de áreas em condições ruins com perdas significativas e irreversíveis e ao mesmo tempo lavouras que apresentam um bom desempenho. |
